E aí, empreendedor, tudo certo por aí?
Se você tem um salão de beleza, barbearia ou clínica de estética, provavelmente já ouviu falar no Simples Nacional. Mas afinal: o que é o Simples Nacional e como ele funciona pra negócios de beleza?
De forma simples, o Simples Nacional é um regime tributário criado para facilitar a vida de pequenas e médias empresas, reunindo vários impostos em uma única guia mensal, chamada DAS (Documento de Arrecadação do Simples Nacional). Na prática, isso pode ajudar empreendedores a organizar melhor os impostos e reduzir parte da burocracia do dia a dia.
Pra quem trabalha no setor da beleza, entender esse sistema é ainda mais importante. Isso porque salões, barbearias e clínicas de estética possuem regras específicas dentro do Simples, como diferentes anexos, faixas de faturamento e cálculos de alíquotas. E quando essas regras não ficam claras, surgem dúvidas, e até problemas com o fisco.
Por isso, neste conteúdo você vai entender de forma simples e direta o que é o Simples Nacional, como ele funciona e como ele se aplica aos negócios de beleza.
Este guia foi preparado por Rafael Gennaro, contador, pós-graduado em Controladoria pela FECAP e especialista no mercado da beleza há mais de 10 anos. Ele é fundador da Conta Beauty, um escritório de contabilidade focado exclusivamente em negócios de beleza. Com uma linguagem acessível (sem “contabilês”) e uma visão estratégica do setor, Rafael ajuda empreendedores a entender a burocracia de forma mais clara e tomar decisões mais seguras para o crescimento do negócio.
Ao longo deste artigo, você vai descobrir:
o que é o Simples Nacional
como esse regime funciona na prática
quem pode optar por ele
quanto um negócio de beleza pode pagar de imposto
e como evitar problemas que podem levar à exclusão do regime
Se a ideia é cuidar melhor da saúde financeira do seu negócio e manter tudo em dia com os impostos, bora com a gente que vamos explicar tudo de forma simples.
O que é o Simples Nacional?

O Simples Nacional é um regime tributário criado pelo governo para simplificar o pagamento de impostos de pequenas e médias empresas. Em vez de pagar vários tributos separadamente, o empreendedor reúne diferentes impostos em uma única guia mensal, chamada DAS (Documento de Arrecadação do Simples Nacional).
Na prática, isso significa menos burocracia no dia a dia e uma forma mais organizada de manter os impostos do negócio em dia.
Para quem trabalha no setor da beleza — como salões de beleza, barbearias e clínicas de estética — o Simples Nacional costuma ser um dos regimes tributários mais utilizados. Isso porque ele foi pensado justamente para empresas de menor porte, que precisam de processos mais simples para cuidar da parte financeira e fiscal do negócio.
Mas, apesar do nome sugerir algo totalmente simples, o regime ainda possui regras, anexos e faixas de faturamento que precisam ser entendidos para evitar erros no cálculo de impostos ou até problemas com a Receita.
E é exatamente por isso que o próximo passo é entender como o Simples Nacional funciona na prática.
Como funciona o Simples Nacional na prática?

Na prática, o Simples Nacional funciona como um sistema que reúne vários impostos em uma única cobrança mensal. Em vez de pagar tributos separados para diferentes órgãos, a empresa paga tudo por meio de uma guia única chamada DAS (Documento de Arrecadação do Simples Nacional).
Esse modelo foi criado justamente para facilitar a rotina de pequenas empresas, reduzindo parte da burocracia e tornando o pagamento de impostos mais organizado.
No caso de um salão de beleza, barbearia ou clínica de estética, o processo normalmente funciona assim:
1. A empresa se enquadra no Simples Nacional
Depois de abrir o CNPJ, o empreendedor pode solicitar a entrada no regime, desde que cumpra as regras exigidas — como limite de faturamento e atividade permitida.
2. O faturamento do negócio é acompanhado mensalmente
Todos os meses, o valor que o salão faturou é registrado. Esse número é importante porque o cálculo dos impostos do Simples Nacional depende do faturamento da empresa.
3. O sistema calcula os impostos automaticamente
Com base no faturamento e na atividade da empresa, o sistema do Simples calcula a alíquota de impostos que será aplicada.
4. O pagamento é feito através do DAS
No final do processo, todos os tributos são reunidos em uma única guia mensal, o DAS, que deve ser paga até a data de vencimento para evitar multas ou pendências.
Outro ponto importante é que o Simples Nacional funciona com faixas de faturamento. Ou seja, quanto mais a empresa fatura ao longo do tempo, maior pode ser a alíquota de impostos aplicada.
Por isso, acompanhar o faturamento e manter a gestão financeira organizada é essencial para evitar surpresas. Pra empreendedores da área da beleza, entender essa lógica ajuda não só a manter os impostos em dia, mas também a planejar melhor o crescimento do negócio.
E antes de decidir se esse regime realmente faz sentido para a sua empresa, vale entender também quais são os benefícios do Simples Nacional.
Quais são os benefícios do Simples Nacional?

O Simples Nacional foi criado justamente para tornar a rotina tributária mais simples para pequenas empresas. Para empreendedores da área da beleza — que já precisam cuidar da agenda, da equipe, dos clientes e da gestão do negócio, essa simplificação pode fazer bastante diferença no dia a dia.
Entre os principais benefícios do Simples Nacional estão:
Menos burocracia no pagamento de impostos
Um dos maiores diferenciais do regime é que vários impostos são reunidos em uma única guia mensal, o DAS. Isso evita que o empreendedor precise lidar com diferentes pagamentos e prazos para cada tributo.
Na prática, isso significa mais organização e menos risco de esquecer algum imposto.
Pagamento unificado de tributos
Dentro do DAS podem estar incluídos impostos como:
IRPJ (Imposto de Renda da Pessoa Jurídica)
CSLL (Contribuição Social sobre o Lucro Líquido)
PIS e Cofins
ISS (Imposto sobre Serviços)
entre outros, dependendo da atividade.
Para muitos negócios de beleza, isso torna o processo tributário mais simples de acompanhar ao longo do mês.
Alíquotas que acompanham o crescimento do negócio
No Simples Nacional, os impostos são calculados de acordo com faixas de faturamento. Isso significa que empresas menores costumam pagar alíquotas menores, e o valor aumenta gradualmente conforme o negócio cresce.
Essa lógica ajuda a tornar o regime mais acessível para quem está começando ou ainda está estruturando o negócio.
Mais facilidade na gestão financeira
Como os tributos ficam concentrados em uma única guia e seguem uma lógica de cálculo mais padronizada, muitos empreendedores conseguem ter mais clareza sobre quanto estão pagando de imposto ao longo do tempo.
Isso facilita a gestão financeira e ajuda o negócio a crescer de forma mais organizada.
Para quem trabalha no setor da beleza, esses benefícios podem ajudar a reduzir parte da complexidade da burocracia e permitir que o empreendedor foque mais no que realmente importa: atender bem os clientes e fazer o negócio crescer.
Mas antes de decidir se esse regime faz sentido para a sua empresa, é importante entender também quem pode optar pelo Simples Nacional e quais são as regras para entrar nesse sistema.
Minha empresa pode optar pelo Simples Nacional?

Nem toda empresa pode entrar no Simples Nacional. Apesar de ser um regime criado para facilitar a vida de pequenos negócios, existem algumas regras que precisam ser cumpridas para que o enquadramento seja permitido.
A primeira delas está relacionada ao faturamento anual da empresa. Atualmente, o Simples Nacional é voltado para negócios que faturam até R$ 4,8 milhões por ano. Empresas que ultrapassam esse limite precisam optar por outros regimes tributários.
Além disso, também é necessário que a atividade exercida pela empresa esteja permitida dentro do Simples Nacional. No caso do setor da beleza, boa parte das atividades costuma se enquadrar nesse regime, como por exemplo:
salões de beleza
barbearias
clínicas de estética
esmalterias
estúdios de sobrancelhas ou maquiagem
Outro ponto importante é que a empresa precisa estar com a situação regular na Receita Federal e nos órgãos fiscais. Pendências tributárias ou problemas cadastrais podem impedir a entrada no regime.
Por isso, antes de solicitar o enquadramento, é fundamental verificar se:
o faturamento da empresa está dentro do limite permitido
a atividade exercida pode participar do Simples Nacional
não existem dívidas ou irregularidades fiscais
Quando todos esses critérios são atendidos, o empreendedor pode solicitar o enquadramento no regime e passar a pagar os tributos por meio do DAS, a guia única de impostos.
Mas assim como existem empresas que podem entrar no Simples Nacional, também existem situações em que o enquadramento não é permitido.
E é justamente isso que vamos explicar a seguir.
Quem não pode solicitar a opção no Simples?
Mesmo sendo um regime bastante utilizado por pequenos negócios, existem algumas situações que impedem uma empresa de optar pelo Simples Nacional.
Entre os principais casos estão empresas que:
faturam acima do limite anual de R$ 4,8 milhões
possuem débitos tributários não regularizados
exercem atividades que não são permitidas dentro do regime
têm participação em outras empresas que ultrapassam os limites estabelecidos pela legislação
Além disso, empresas com irregularidades cadastrais ou fiscais também podem ter o pedido de enquadramento negado até que a situação seja regularizada.
Por isso, contar com o apoio de um contador e manter a organização financeira do negócio são passos importantes para evitar problemas e garantir que o enquadramento no Simples Nacional aconteça da forma correta.
Agora que você já entendeu quem pode e quem não pode entrar no Simples, vale conhecer melhor um ponto que costuma gerar muitas dúvidas entre empreendedores: os anexos do Simples Nacional.
O Simples Nacional e seus anexos

Empreendedor, uma das partes que mais geram dúvidas no Simples Nacional são os chamados anexos. E entender esse ponto é importante, porque é justamente o anexo que define a alíquota de impostos que a empresa vai pagar.
De forma simples, os anexos são tabelas de tributação que organizam as empresas de acordo com o tipo de atividade exercida. Cada anexo possui faixas de faturamento e porcentagens de impostos diferentes.
Hoje, o Simples Nacional possui cinco anexos, que vão do Anexo I ao Anexo V. Cada um deles reúne atividades específicas da economia, como comércio, indústria ou prestação de serviços.
No caso dos negócios da área da beleza, como salões, barbearias e clínicas de estética, a tributação normalmente acontece dentro dos anexos voltados para prestação de serviços.
Isso significa que o valor do imposto pago pode variar de acordo com fatores como:
o faturamento do negócio
o tipo de atividade exercida
a estrutura da empresa
a relação entre folha de pagamento e faturamento
Por isso, dois salões de beleza que faturam valores diferentes — ou que possuem estruturas diferentes de equipe — podem acabar pagando alíquotas distintas dentro do Simples Nacional.
Entender em qual anexo o negócio se enquadra ajuda o empreendedor a ter uma visão mais clara sobre os impostos e evitar surpresas no planejamento financeiro.
Mas afinal, por que existem tantos anexos dentro do Simples Nacional?
Por que o Simples Nacional possui tantos anexos?
Os anexos existem porque cada tipo de atividade econômica possui uma lógica diferente de tributação. Empresas de comércio, por exemplo, têm uma estrutura de custos diferente de empresas que prestam serviços.
Por isso, o governo criou tabelas separadas para organizar melhor essa tributação.
No caso dos negócios de beleza, que geralmente são classificados como prestadores de serviço, a tributação costuma seguir regras específicas dentro do regime. Isso permite que os impostos sejam calculados de forma mais adequada ao tipo de atividade exercida.
Ainda assim, pode parecer um pouco confuso à primeira vista — principalmente para quem está começando a empreender.
Por isso, além de entender os anexos, outro ponto importante é conhecer como funciona o cálculo do imposto dentro do Simples Nacional, que é feito a partir de uma guia chamada DAS.
O que significa DAS no Simples Nacional?

Dentro do Simples Nacional, todos os impostos são pagos por meio de uma guia chamada DAS, que significa Documento de Arrecadação do Simples Nacional.
Na prática, o DAS funciona como uma guia única de pagamento, que reúne vários tributos que a empresa precisa pagar mensalmente. Em vez de lidar com diferentes boletos ou sistemas, o empreendedor faz apenas um pagamento por mês, o que ajuda a simplificar a rotina financeira do negócio.
Dependendo da atividade da empresa, o valor pago no DAS pode incluir impostos como:
IRPJ (Imposto de Renda da Pessoa Jurídica)
CSLL (Contribuição Social sobre o Lucro Líquido)
PIS e Cofins
ISS (Imposto sobre Serviços)
CPP (Contribuição Previdenciária Patronal)
Para quem tem salão de beleza, barbearia ou clínica de estética, isso significa que boa parte das obrigações tributárias fica concentrada em uma única guia mensal, o que facilita bastante a organização.
Mas uma dúvida muito comum entre empreendedores é: como esse valor é calculado?
Como calcular o valor do DAS?
O valor do DAS não é fixo. Ele é calculado com base em alguns fatores importantes, principalmente:
o faturamento da empresa
o anexo do Simples Nacional em que a atividade se enquadra
a faixa de receita acumulada nos últimos 12 meses
De forma simplificada, o cálculo funciona assim:
Primeiro, é analisado quanto a empresa faturou nos últimos 12 meses.
Esse valor define em qual faixa da tabela do Simples Nacional o negócio se encontra.
A partir dessa faixa, é aplicada uma alíquota de impostos sobre o faturamento do mês.
Por exemplo:
se um salão de beleza faturou R$ 20 mil em determinado mês, o cálculo do DAS será feito aplicando a alíquota correspondente da tabela sobre esse valor.
Na prática, esse cálculo costuma ser feito automaticamente por sistemas contábeis ou pelo próprio contador, o que evita erros e garante que o valor do imposto seja gerado corretamente.
Por isso, manter o controle do faturamento do negócio sempre atualizado é fundamental. Assim, fica mais fácil acompanhar os impostos e manter a empresa em dia com as obrigações fiscais.
Qual o valor do imposto do Simples Nacional para negócios de beleza?

Uma dúvida muito comum entre empreendedores é: quanto um salão de beleza paga de imposto no Simples Nacional?
A resposta é que não existe um valor único, porque o imposto depende de alguns fatores importantes, como:
o faturamento da empresa
o anexo do Simples Nacional em que a atividade está enquadrada
a faixa de receita acumulada nos últimos 12 meses
Ou seja, dois salões de beleza podem pagar valores diferentes de imposto, mesmo estando no mesmo regime tributário.
De forma geral, negócios da área da beleza costumam se enquadrar nos anexos voltados para prestação de serviços, onde as alíquotas começam em faixas menores e aumentam gradualmente conforme o faturamento da empresa cresce.
Isso acontece porque o Simples Nacional funciona com uma lógica de faixas progressivas. Na prática, quanto maior o faturamento do negócio ao longo do tempo, maior pode ser a alíquota aplicada.
Para facilitar o entendimento, imagine um exemplo simples:
Se um salão de beleza faturar R$ 15 mil em um determinado mês, o valor do imposto será calculado aplicando a alíquota correspondente da tabela do Simples Nacional sobre esse faturamento.
Por isso, acompanhar o faturamento mensal e manter a gestão financeira organizada é essencial para entender quanto o negócio está pagando de imposto e evitar surpresas.
Além disso, muitos empreendedores que estão começando também ficam na dúvida entre dois regimes bastante comuns: MEI e Simples Nacional.
Apesar de parecerem parecidos, eles possuem regras, limites e formas de tributação diferentes — e entender essa diferença pode ajudar a escolher o melhor caminho para o seu negócio.
Qual a diferença entre MEI e Simples Nacional?
Quando o assunto é formalizar um negócio, muitos empreendedores da área da beleza ficam na dúvida entre MEI (Microempreendedor Individual) e Simples Nacional.
Apesar de os dois estarem ligados ao universo das pequenas empresas, eles não são a mesma coisa.
O MEI é um tipo de empresa criado para quem trabalha por conta própria e tem um faturamento menor. Já o Simples Nacional é um regime tributário que pode ser utilizado por empresas de diferentes portes dentro do limite de faturamento permitido.
Na prática, a principal diferença entre eles está em fatores como limite de faturamento, estrutura do negócio e forma de pagamento dos impostos.
Veja uma comparação simples:
MEI
limite de faturamento de até R$ 81 mil por ano
pagamento de um valor fixo mensal de imposto
possibilidade de ter apenas um funcionário
estrutura mais simples, ideal para quem está começando sozinho
Simples Nacional
limite de faturamento de até R$ 4,8 milhões por ano
impostos calculados de acordo com o faturamento da empresa
possibilidade de ter mais funcionários e uma estrutura maior
indicado para negócios que já estão crescendo ou possuem equipe
No setor da beleza, é comum que profissionais iniciem como MEI, especialmente quando trabalham sozinhos ou atendem poucos clientes.
Com o crescimento do negócio, aumento da agenda, contratação de equipe ou abertura de um salão maior — muitos empreendedores acabam migrando para o Simples Nacional, que oferece uma estrutura mais adequada para empresas em expansão.
Mas antes de tomar essa decisão, também é importante entender como consultar pendências ou a situação do seu CNPJ, principalmente para evitar problemas com impostos ou com o enquadramento no regime.
Quais os principais motivos que levam à exclusão do Simples Nacional?

A exclusão do Simples Nacional pode ocorrer por diversos motivos, sejam por iniciativa da própria empresa, por determinação da Receita Federal, ou por inadimplência e irregularidades fiscais. Abaixo estão os principais motivos que levam à exclusão:
1. Débitos Tributários sem Regularização
Atraso ou falta de pagamento de tributos federais, estaduais ou municipais. Mesmo com a possibilidade de parcelamento, a empresa enfrenta exclusão se não regularizar suas dívidas dentro do prazo concedido.
2.Irregularidades Cadastrais
Falta de apresentação de declarações, registro incorreto ou inconsistências nas informações cadastrais junto à Receita Federal, Prefeitura ou outros órgãos.
3. Excesso de Faturamento
A empresa excede o limite de faturamento anual permitido para o regime, que é de R$ 4,8 milhões (média de R$ 400.000,00 mensal) para negócios de abrangência nacional.
Existem também alguns outros casos, como incluir uma atividade não permitida, ter uma outra pessoa jurídica como sócia, mudar a natureza jurídica para uma modalidade não elegível ao Simples, entre outros.
Quais os Impactos da exclusão para negócios de beleza?
A exclusão do Simples Nacional pode trazer consequências significativas para salões de beleza e barbearias, impactando diretamente sua gestão financeira, carga tributária e obrigações legais.
Aumento da Carga Tributária
A empresa terá que migrar para o regime tributário do Lucro Presumido ou Real, que geralmente tem percentuais de impostos mais elevados, principalmente em relação ao INSS Patronal que passa a ser de 26,8% sobre a folha de pagamento dos funcionários celetistas, imposto esse que no Simples Nacional já estava incluso no DAS (Documento de Arrecadação do Simples Nacional).
Aumento da Complexidade Contábil
No Simples, a contabilidade segue um modelo mais simplificado; fora dele, exige-se a adoção de práticas contábeis mais detalhadas, como a apuração de lucros e o envio de declarações fiscais mais complexas. Logo, para esse perfil de empresa o contador cobrará valores de honorários maiores, assim, aumentando os custos fixos do negócio.
Redução da Margem de Lucro
Com o aumento da carga tributária e custos fixos, devido a mudança de regime tributário, consequentemente, haverá uma redução na margem de lucro, sendo necessário um reajuste nos preços dos serviços, o que pode impactar a competitividade do negócio.
Como evitar ser excluído do Simples Nacional?
Para evitar a exclusão do Simples Nacional, é essencial manter uma gestão financeira organizada e cumprir todas as obrigações fiscais. Um controle rigoroso do faturamento garante que a empresa não ultrapasse o limite de R$ 4,8 milhões anuais. A empresa deve pagar os tributos em dia e, caso enfrente dificuldades, pode negociar o parcelamento para evitar inadimplência. Além disso, é crucial manter os dados cadastrais atualizados e enviar as declarações no prazo. A atividade econômica registrada precisa ser permitida no regime, evitando riscos de exclusão por incompatibilidade de CNAE. Contar com um contador qualificado também ajuda a garantir que todas as obrigações fiscais e contábeis sejam cumpridas corretamente.
Apresentar dicas práticas, como manter as obrigações fiscais em dia, contratar uma contabilidade especializada e utilizar softwares de gestão (como a Trinks) para organizar e automatizar tarefas fiscais e administrativas.
Qual o papel da Trinks na organização fiscal do seu negócio de beleza?
Um sistema de gestão como a Trinks, pode ser fundamental para negócios de beleza optantes pelo Simples Nacional, pois, ajuda a automatizar e simplificar processos administrativos e fiscais. Ele possibilita controlar o faturamento de forma eficiente, evitando que o limite anual seja ultrapassado, além de gerar alertas sobre prazos e pagamentos, o que reduz o risco de inadimplência. Além disso, facilita a emissão de notas fiscais de acordo com a Lei do Salão-Parceiro, garantindo que a empresa esteja sempre em conformidade com a legislação e se beneficie de uma redução de impostos que pode chegar em até 70%.
Outra vantagem é a gestão integrada de estoque, caixa e despesas, oferecendo uma visão clara das finanças e auxiliando na tomada de decisões estratégicas. O sistema pode organizar os repasses para parceiros de forma transparente, conforme a Lei do Salão Parceiro. Assim, o uso de uma solução de gestão eficiente reduz erros, melhora a produtividade e ajuda a evitar problemas que poderiam levar à exclusão do regime.
Dúvidas Comuns sobre o Simples Nacional para Negócios de Beleza
1. Como emitir a 2ª via do Simples Nacional para clinica de estética, barbearia, salão de beleza ou outros negócios de beleza?
Você poderá gerar uma nova guia diretamente no Programa Gerador do Documento de Arrecadação do Simples Nacional – Declaratório (PGDAS-D) ou solicitando ao seu contador.
2. Como fazer a consulta do Simples Nacional?
É possível consultar se uma empresa é optante pelo Simples Nacional, através do seu CNPJ no site do Simples nacional.
3. Como emitir o boleto do Simples Nacional?
O empreendedor pode emitir o boleto do Simples Nacional (DAS) para negócios de beleza diretamente no Portal do Simples Nacional, mas precisa prestar atenção ao cálculo correto do faturamento e ao repasse dos parceiros, além de cumprir os prazos. Embora o próprio empreendedor consiga realizar o processo, contar com um contador especializado é a melhor solução. O contador garante o cálculo correto de todos os tributos, evita erros que podem gerar multas e mantém a empresa em conformidade com a legislação. Assim, o salão foca em suas atividades, enquanto o contador cuida das obrigações fiscais.
4. Quem tem dívida pode entrar no Simples Nacional?
Depende da situação da empresa.
Para entrar no Simples Nacional ou permanecer no regime, a empresa não pode ter débitos pendentes com a Receita Federal, estados ou municípios.
Caso existam dívidas, normalmente é possível regularizar a situação pagando ou parcelando os débitos antes de solicitar ou renovar o enquadramento no Simples.
Por isso, acompanhar a situação fiscal do negócio é essencial para evitar problemas no regime tributário.
5. Como saber se minha empresa está no Simples Nacional?
É possível verificar isso de forma simples pela internet.
Basta acessar o portal da Receita Federal e consultar a situação do CNPJ na área de Consulta Optantes do Simples Nacional.
O sistema mostrará:
se a empresa está ativa no Simples
a data de início da opção
eventuais situações de exclusão ou desenquadramento
Essa consulta é gratuita e pode ser feita sempre que o empreendedor quiser confirmar o enquadramento da empresa.
Simples Nacional vale a pena para negócios de beleza?

Na maioria dos casos, sim. O Simples Nacional costuma ser uma das opções mais utilizadas por salões de beleza, barbearias, clínicas de estética e outros negócios do setor.
Isso acontece porque o regime foi criado justamente para facilitar a vida de pequenas e médias empresas, reunindo vários impostos em uma única guia e simplificando a rotina tributária do empreendedor.
Entre as principais vantagens estão:
pagamento unificado de impostos
menos burocracia no dia a dia
cálculo tributário simplificado
possibilidade de crescimento do negócio dentro do regime
Mas é importante entender que nem sempre o Simples é automaticamente a melhor escolha para todas as empresas. Dependendo do faturamento, da estrutura do negócio e da forma de contratação da equipe, outros regimes tributários podem ser mais vantajosos.
Por isso, contar com um contador que entenda a realidade do setor da beleza faz toda a diferença para tomar decisões mais estratégicas.
Conte com quem entende do mercado da beleza
Esse conteúdo foi desenvolvido com apoio do Rafael Gennaro, contador especialista no mercado da beleza há mais de 10 anos.
Rafael é fundador da Conta Beauty, um escritório de contabilidade focado exclusivamente em negócios como:
salões de beleza
barbearias
clínicas de estética
profissionais da área da beleza
Com uma linguagem simples e direta, ele ajuda empreendedores a entender a parte financeira e contábil do negócio sem complicação.
Bora dar um UP no seu negócio de beleza?
Empreendedor, chegamos ao fim desse papo incrível com o Rafael Gennaro. Então, fica o toque: prestar atenção nas notificações fiscais é essencial para manter seu salão ou barbearia em dia. A boa notícia? Você não precisa enfrentar tudo isso sozinho. Com a tecnologia certa, fica muito mais fácil evitar problemas futuros e focar no que realmente importa: fazer seu negócio crescer!
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Até a próxima!
About The Author
Autor convidado Rafael Gennaro
Contador especializado no mercado da beleza
Rafael é contador, pós-graduado em Controladoria pela FECAP e especialista no setor da beleza há mais de 10 anos. Fundador da Contabeauty — escritório de contabilidade focado exclusivamente em negócios de beleza —, ele tem como missão facilitar a vida de empreendedores e contribuir para o crescimento de salões, barbearias e clínicas com soluções práticas, inteligentes e inovadoras.
Com linguagem acessível (sem “contabilês”) e uma visão estratégica, Rafael transforma assuntos burocráticos em conhecimento simples e aplicável no dia a dia de quem empreende no ramo da beleza.




