Olá! Eu sou a Isabella Vieira, especialista em marketing de influência da rede de escovarias bLOw, e hoje vou compartilhar com você os principais erros que vejo os empresários cometendo na hora de trabalhar com criadores de conteúdo.
Nos últimos tempos, acompanhei diversas parcerias entre marcas e influenciadores. Algumas foram um sucesso absoluto, já outras… viraram lição de casa. E o que mais me chama atenção é que os mesmos erros se repetem, independentemente do tamanho do
negócio.
Se você está pensando em investir em marketing de influência ou já tentou mas não viu os resultados esperados, este texto é para você. Vou mostrar 5 erros que podem estar atrapalhando seu crescimento – e o último é o que mais prejudica empresas que poderiam estar faturando muito mais.
1. Confundir Permuta com Parceria Estratégica
Esse é clássico. O empresário oferece um serviço de R$ 200 e acha que está “pagando” R$200 para o influenciador. Na verdade, não é bem assim que funciona.
Quando você oferece uma escova ou um corte, está oferecendo seu custo operacional – produtos, tempo do profissional, energia elétrica. Mas o influenciador está entregando alcance, engajamento, credibilidade dele construída ao longo de anos.
Pense assim: se você fosse contratar um outdoor na avenida mais movimentada da sua cidade por um mês, quanto custaria? Provavelmente alguns milhares de reais. Um influenciador com 50 mil seguidores engajados pode ter um alcance similar ou até maior,
com a vantagem de gerar identificação e confiança.
A questão não é desvalorizar seu serviço, mas entender o poder de barganha real de cada lado. Especialmente se você está lidando com alguém que movimenta dezenas de milhares de pessoas mensalmente.
2. Querer que sua Marca Apareça a Qualquer Custo
Aqui vai uma verdade: ninguém abre o Instagram para ver propaganda. As pessoas buscam entretenimento, informação e inspiração. Quando você exige que o influenciador faça um post obviamente comercial, está lutando contra a natureza da plataforma.
Já vi empresários pedindo para o criador postar uma foto segurando uma placa com o nome do salão, ou fazendo um vídeo falando só dos preços dos serviços. O resultado?
Engajamento baixíssimo e uma audiência que rapidamente perde o interesse. O segredo está em criar atmosfera. É melhor ter um conteúdo onde o influenciador mostra naturalmente seu cabelo incrível depois do seu salão, conta uma história sobre autoestima, e menciona onde fez o procedimento de forma orgânica. Isso aquece o público e gera curiosidade genuína.
Lembre-se: você quer captar uma audiência interessada, não interromper o dia das pessoas com um comercial forçado.
3. Não Medir o que Realmente Importa
“Vou contratar aquela influenciadora que tem 100 mil seguidores!”
Pode ser que ela seja perfeita para seu negócio. Ou pode ser que 80% dos seguidores dela estejam em outros estados, ou que o público seja completamente diferente do seu cliente ideal.
Antes de fechar qualquer parceria, analise os dados demográficos da audiência: onde estão localizados, qual a faixa etária, que tipo de conteúdo gera mais engajamento. Às vezes um micro influenciador com 10 mil seguidores na sua cidade vai trazer muito mais clientes do
que alguém com 100 mil espalhados pelo país.
Além disso, observe as métricas de engajamento. Um perfil com muitos seguidores mas poucos likes e comentários pode indicar audiência inativa ou até mesmo seguidores comprados.
4. Falta de Visão de Longo Prazo
Existe um princípio básico do marketing que muita gente ignora: uma pessoa precisa de pelo menos 7 pontos de contato com uma marca antes de tomar uma decisão de compra. Isso significa que aquele combo de “1 feed + 2 stories” provavelmente não vai converter ninguém.
O marketing de influência funciona como um namoro, não como um casamento arranjado. Você precisa conquistar a audiência aos poucos, construir familiaridade, gerar desejo. Uma parceria pontual pode até gerar alguns clientes, mas uma estratégia de longo prazo com o
mesmo influenciador cria uma associação muito mais forte entre ele e sua marca.
Quando você trabalha com o mesmo criador por meses, a audiência começa a associar automaticamente aquela pessoa à qualidade do seu serviço. É como se ela virasse uma embaixadora natural da sua marca.
5. Encarar o Influenciador como Vendedor
E chegamos ao erro que mais atrasa o crescimento dos negócios: tratar o influenciador como se fosse um vendedor com metas.
Muitos empresários acreditam que o criador deve “vender X serviços” ou “trazer X clientes novos” imediatamente. Isso leva a contratos com cláusulas absurdas, como exigir um número específico de conversões em troca de uma permuta.
Mas influenciador não é força de vendas. É mídia. É construção de percepção de marca, de confiança, de desejo. O marketing de influência atua em todas as etapas do funil de vendas:
- Conhecimento: apresenta sua marca para quem nunca ouviu falar
- Consideração: faz as pessoas pensarem em você quando precisarem do serviço
- Conversão: influencia a decisão final de compra
Conclusão
Cada tipo de influenciador e cada formato de conteúdo é mais adequado para uma dessas etapas. O ideal é equilibrar parcerias que permeiem todas elas, criando um ecossistema que nutre o cliente desde o primeiro contato até a decisão de compra.
Quando você cobra resultados imediatos de venda, está desperdiçando todo o potencial de construção de marca que o marketing de influência pode oferecer. É como plantar uma semente e querer colher frutos no dia seguinte.
Obrigada por ler até aqui! agora é hora de transformar seu negócio com a influência certa.
Até o próximo insight!
Isabella Vieira
Analista de Marketing de Influência na Blow e especialista em estratégias para a creator economy
About The Author
Autor convidado Isabella Vieira
Isabella Vieira é publicitária formada pela ESPM POA e atua há mais de 3 anos com marketing digital, com foco em marketing de influência, produção de conteúdo e estratégias para redes sociais. Atualmente, é Analista de Marketing de Influência na Blow, onde lidera campanhas com creators, gerencia parcerias estratégicas e desenvolve ações dentro da creator economy. Já trabalhou com marcas como L’Oréal Paris, Revista Capricho, Neugebauer, Bib’s, Stikadinho e Morana Acessórios, conectando criatividade, relevância cultural e performance. Sua formação inclui o Influence Marketing Program da YOUPIX, com foco em estratégias, gestão de influência e cultura digital.




